“Eu escrevo para nada e para ninguém. Se alguém me ler será por conta própria e auto-risco. Eu não faço literatura: eu apenas vivo ao correr do tempo.” — Clarice Lispector.
domingo, 13 de março de 2011
Olho longe enquanto,
o coração me avisa que o nosso amor nunca foi de dois. Foi só um que amou, foi só um que tentou. Não foi nosso, foi meu. O mais difícil agora é saber ser eu o só um que ainda sente saudade. Não queria ter essa minha parte que sente sua falta e parece precisar te amar pra eu me sentir de verdade. O amor é mesmo um mistério. Não ter acontecido não significa que não tenha existido. Foi só um olhar, em você tão longe, em eu aqui tão perto, em tudo aquilo que não se encontra um nome quando a distância dos corpos não consegue eliminar o pedido pela permanência das almas.
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